4ª Feira da 33ª Semana do Tempo Comun
Quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Evangelho - Lc 19,11-28
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 19,11-28
Naquele tempo:
11Jesus acrescentou uma parábola,
porque estava perto de Jerusalém
e eles pensavam que o Reino de Deus ia chegar logo.
12Então Jesus disse:
'Um homem nobre partiu para um país distante,
a fim de ser coroado rei e depois voltar.
13Chamou então dez dos seus empregados,
entregou cem moedas de prata a cada um,
e disse: 'Procurai negociar até que eu volte'.
14Seus concidadãos, porém, o odiavam,
e enviaram uma embaixada atrás dele,
dizendo: 'Nós não queremos que esse homem reine sobre nós'.
15Mas o homem foi coroado rei e voltou.
Mandou chamar os empregados,
aos quais havia dado o dinheiro,
a fim de saber quanto cada um havia lucrado.
16O primeiro chegou e disse:
'Senhor, as cem moedas renderam dez vezes mais.'
17O homem disse:
'Muito bem, servo bom.
Como foste fiel em coisas pequenas,
recebe o governo de dez cidades'.
18O segundo chegou e disse:
'Senhor, as cem moedas renderam cinco vezes mais'.
19O homem disse também a este:
'Recebe tu também o governo de cinco cidades'.
20Chegou o outro empregado e disse:
'Senhor, aqui estão as tuas cem moedas
que guardei num lenço,
21pois eu tinha medo de ti,
porque és um homem severo.
Recebes o que não deste e colhes o que não semeaste'.
22O homem disse:
'Servo mau, eu te julgo pela tua própria boca.
Tu sabias que eu sou um homem severo,
que recebo o que não dei e colho o que não semeei.
23Então, porque tu não depositaste meu dinheiro no banco?
Ao chegar, eu o retiraria com juros'.
24Depois disse aos que estavam aí presentes:
'Tirai dele as cem moedas e dai-as àquele que tem mil'.
25Os presentes disseram:
'Senhor, esse já tem mil moedas!'
26Ele respondeu: 'Eu vos digo:
a todo aquele que já possui, será dado mais ainda;
mas àquele que nada tem, será tirado até mesmo o que tem.
27E quanto a esses inimigos,
que não queriam que eu reinasse sobre eles,
trazei-os aqui e matai-os na minha frente'.'
28Jesus caminhava à frente dos discípulos,
subindo para Jerusalém.
Palavra da Salvação.
Fonte: CNBB
Reflexão - Lc 19, 11-28
Os dons que temos não nos pertencem, mas sim a Deus, que é o Senhor de tudo, de modo que os dons que recebemos de Deus devem ser ordenados para ele. Sendo assim, não podemos usar os nossos dons, nem mesmo os dons naturais, somente em vista da nossa realização e da nossa promoção pessoal, mas devemos colocá-los a serviço de Deus e dos nossos irmãos e irmãs, pois somente quando o dom se transforma em serviço é que ele é capaz de multiplicar e de produzir frutos em abundância, contribuindo, assim, para que o Reino de Deus cresça cada vez mais no meio dos homens.
Fonte: CNBB

3ª-feira da 33ª Semana Tempo Comum
Terça-feira, 15 de novembro de 2016
Evangelho - Lc 19,1-10
e salvar o que estava perdido.
Naquele tempo:
1Jesus tinha entrado em Jericó
e estava atravessando a cidade.
2Havia ali um homem chamado Zaqueu,
que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico.
3Zaqueu procurava ver quem era Jesus,
mas não conseguia, por causa da multidão,
pois era muito baixo.
4Então ele correu à frente
e subiu numa figueira para ver Jesus,
que devia passar por ali.
5Quando Jesus chegou ao lugar,
olhou para cima e disse:
'Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa.'
6Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria.
7Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo:
'Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!'
8Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor:
'Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres,
e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais.'
9Jesus lhe disse:
'Hoje a salvação entrou nesta casa,
porque também este homem é um filho de Abraão.
10Com efeito, o Filho do Homem
veio procurar e salvar o que estava perdido.'
Palavra da Salvação.
Reflexão - Lc 19, 1-10
Meditando o Evangelho de hoje
33ª Semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 14 de Novembro
Evangelho de hoje: Lc 18,35-43
Ao aproximar-se Jesus de Jericó, estava um cego sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. Ouvindo o ruído da multidão que passava, perguntou o que havia. Responderam-lhe: "É Jesus de Nazaré que passa". Ele então exclamou: "Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!". [...] Jesus parou e mandou que lho trouxessem. Chegando ele perto, perguntou-lhe: "Que queres que te faça?". Respondeu ele: "Senhor, que eu veja". Jesus lhe disse: "Vê! Tua fé te salvou". E imediatamente ficou vendo e seguia a Jesus, glorificando a Deus. Presenciando isto, todo o povo deu glória a Deus.
Palavra da salvação!
Glória a vós, Senhor.
Começa hoje na liturgia a leitura antológica do Apocalipse. O último livro da Bíblia é uma "revelação" não tanto do fim da história, mas do fim que terá a nossa vicissitude humana. Para compreender em profundidade esta "profecia", ou seja, a interpretação do significado último da história, é necessário ter os olhos da alma límpidos. Como acontece no trecho evangélico de hoje, também nós somos enviados a percorrer como Cristo as estradas do mundo: "Está passando Jesus Nazareno!". E gritar a ele sem pudor: "Senhor que eu volte a ver!". Para nos dar este novo olhar existe a fé nele: "A sua fé o salvou!".

Comentário ao Evangelho do 33º Domingo do Tempo Comum (Lc 21,5-19) - 13/11/16
Domingo, 13 de novembro de 2016
Naquele tempo, 5algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6"Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído". 7Mas eles perguntaram: "Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?" 8Jesus respondeu: "Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: 'Sou eu!' e ainda: 'O tempo está próximo'. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim". 10E Jesus continuou: "Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu. 12Antes, porém, que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. 13Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. 14Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; 15porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. 16Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. 17Todos vos odiarão por causa do meu nome. 18Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. 19É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!"
- Glória a vós, Senhor.
Comentário do Padre Guilherme
Esta fala de Jesus foi pronunciada em Jerusalém, como um encerramento
de Seu anúncio, antes da prisão. É um discurso a respeito do fim. Estão
presentes um alerta sobre o perigo do apego às forças e seguranças
puramente humanas, sobre a fragilidade dos bens materiais e um chamado à
perseverança na fé e confiança em Deus.
Enquanto algumas pessoas se admiravam com as belezas materiais do
Templo de Jerusalém, Jesus chamou atenção para preocupações mais
importantes que deveriam ocupar o pensamento de Seus seguidores.
O Templo de Jerusalém tinha sido construído por Herodes Magno, por
volta do ano 19 a.C. (Jo 2,20). Ainda estava bem conservado no tempo de
Jesus e era ricamente ornamentado com bonitas pedras e decorado com
ofertas dos fiéis. Jesus alerta para o fato de que a fé não pode estar
baseada em coisas materiais como uma edificação. Assim como foi
construída, também pode ser destruída. O fundamento da fé precisa estar é
no coração do ser humano.
Naquela época, as previsões sobre o final dos tempos sempre falavam de
ruína do Templo. E, diante dessa fala de Jesus, as pessoas ficavam
curiosas a respeito de quando aquela construção seria destruída. Esse
acontecimento poderia ser indicação de que outro evento importante
estava para acontecer, como a chegada do messias que esperavam ou o
final dos tempos.
Jesus também convida a ter cuidado com falsos profetas, pessoas
mal-intencionadas que podem querer tirar proveito da boa-fé e da
inocência de pessoas desavisadas. Esses costumam se aproveitar de
acontecimentos trágicos que normalmente ocorrem na história da
humanidade alegando se tratar de sinais do fim.
Os sinais autênticos da chegada do fim dos tempos serão perceptíveis.
Não serão apenas tragédias ou desastres naturais. Ocorrerão perseguições
às pessoas que creem. Mas estas são chamadas a permanecerem na fé.
Assim como Jesus teve de enfrentar injustiças sendo perseverante no que
acreditava, também deverão ser Seus seguidores. É na dificuldade que o
discípulo de Jesus é convidado a dar testemunho.
Esse esforço de não abandonar a fé que Jesus convida não é em vão. Para
isso, Ele promete dar as forças necessárias (palavras e sabedoria) aos
que se decidirem ficar com Ele.
Todos acontecimentos difíceis de nossa vida podem nos servir como
indicações de que esta não é a vida definitiva. Jesus nos convida a
conservar no coração um sentimento de esperança, por mais sofridas que
sejam nossas provações. O esforço de permanecer na confiança e esperança
no amor de Deus é a resposta que devemos apresentar diante de tudo
aquilo que pode querer nos enfraquecer ou tirar nossa alegria. E ninguém
pode dizer que não tem forças para seguir em frente, uma vez que o
próprio Jesus prometeu nos auxiliar quando sentirmos não conseguir mais
continuar.
Padre Guilherme da Silveira Machado é administrador paroquial na Paróquia de São Sebastião, em Leandro Ferreira. Apresenta os programas Caminhada na Fé, toda sexta-feira, às 14 horas, na Rádio Divinópolis AM 720 e Momento Mariano, aos domingos, ao meio-dia, na Rádio Santana FM 96,9.
Sábado da 32ª Semana Tempo Comum
Evangelho - Lc 18,1-8
12 de novembro de 2016
Deus fará justiça aos seus
escolhidos que gritam por ele.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 18,1-8
1Jesus contou aos discípulos uma parábola,
para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre,
e nunca desistir, dizendo:
2'Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus,
e não respeitava homem algum.
3Na mesma cidade havia uma viúva,
que vinha à procura do juiz, pedindo:
`Faze-me justiça contra o meu adversário!'
4Durante muito tempo, o juiz se recusou.
Por fim, ele pensou:
'Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum.
5Mas esta viúva já me está aborrecendo.
Vou fazer-lhe justiça,
para que ela não venha a agredir-me!''
6E o Senhor acrescentou:
'Escutai o que diz este juiz injusto.
7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos,
que dia e noite gritam por ele?
Será que vai fazê-los esperar?
8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa.
Mas o Filho do homem, quando vier,
será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?'
Palavra da Salvação.
Reflexão - Lc 18, 1-8
Evangelho de hoje: Lc 15,1-10
31ª Semana do Tempo Comum 03/11/2016

Os fariseus e os escribas murmuravam: "Este homem recebe e come com pessoas de má vida!". Então, lhes propôs a seguinte parábola: "Quem de vós que, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? E, depois de encontrá-la, a põe nos ombros, cheio de júbilo, e, voltando para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Regozijai-vos comigo, achei a minha ovelha que se havia perdido. Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento".
Comentário
Breve é o trecho da vida terrena de Jesus que está procedendo para Jerusalém, indo, ao encontro da sua paixão e morte. Cristo exprime tudo isto através da imagem dos três dias que desembocam na meta definitiva da cidade santa. A ela vem dedicado um apaixonado apelo. Muito terna é a imagem "materna" da galinha, que assim como intensa resulta a censura pela infidelidade de Israel que matou os profetas mandados por Deus. Jesus sente que também ele acabará naquela lista de vítimas, mas sabe que no fim a sua figura resplandecerá na glória pascal e será aclamado como o enviado do Senhor.
Comemoração de todos os Fiéis Defuntos . Solenidade
02 de novembro de 2016
grande a vossa recompensa nos céus.

As bem-aventuranças estão inseridas no Sermão da Montanha, resumo do ensinamento de Jesus a respeito do Reino e da transformação que esse Reino produz. Aos discípulos, Jesus promete a felicidade não apenas no céu, mas também a que se pode experimentar ao longo desta vida. Jesus une a felicidade a seu seguimento, mediante uma série de valores sobre os quais se assenta o Reino de Deus: pobreza, humildade, justiça, misericórdia, pureza de coração, perseguição por amor à justiça. As bem-aventuranças questionam os nossos critérios habituais e os critérios da sociedade. Esta caminha exatamente na direção contrária, fundada em pseudovalores: ganância, exploração e várias outras formas de injustiça. Em outro discurso, Jesus recomenda: "Busquem primeiro o Reino de Deus e sua justiça" (Mt 6,33).
(Dia a dia com o Evangelho 2016 - Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)
Naquele tempo:
1Vendo Jesus as multidões,
subiu ao monte e sentou-se.
Os discípulos aproximaram-se,
2e Jesus começou a ensiná-los:
3"Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o Reino dos Céus.
4Bem-aventurados os aflitos,
porque serão consolados.
5Bem-aventurados os mansos,
porque possuirão a terra.
6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados.
7Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.
8Bem-aventurados os puros de coração,
porque verão a Deus.
9Bem-aventurados os que promovem a paz,
porque serão chamados filhos de Deus.
10Bem-aventurados os que são perseguidos
por causa da justiça,
porque deles é o Reino dos Céus.
11Bem-aventurados sois vós,
quando vos injuriarem e perseguirem,
e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós,
por causa de mim.
12aAlegrai-vos e exultai,
porque será grande a vossa recompensa nos céus.
Palavra da Salvação.

31ª Semana Comum - Terça-feira 01/11/2016
Evangelho (Lc 14,15-24)
- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós.
- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 15um homem que estava à mesa disse a Jesus: "Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!" 16Jesus respondeu: "Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: 'Vinde, pois tudo está pronto'.
18Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: 'Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas'. 19Um outro disse: 'Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas'. 20Um terceiro disse: 'Acabo de me casar e, por isso, não posso ir'.
21O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: 'Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos'.
22O empregado disse: 'Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar'. 23O patrão disse ao empregado: 'Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia'. 24Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete".
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
Deus preparou uma grande festa para nós
O Reino dos Céus é uma grande festa que o Pai preparou para nós, Seus filhos. Cada um de nós somos convidados para este grande banquete
"Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: 'Comprei um campo, e preciso ir vê-lo" (Lucas 14, 18).
O Evangelho de hoje mostra-nos a parábola do grande banquete, onde Jesus está comparando o Reino dos Céus com um grande banquete de festa. Quem é que não gosta de ser convidado para um banquete? Quem é que não gosta de ser convidado para aquela festa onde vai comer de tudo?
O Reino dos Céus é uma grande festa que o Pai preparou para nós, Seus filhos. Cada um de nós somos convidados para este grande banquete! Mas não pense em banquete apenas no sentido do alimento material e substancial, onde comemos frutas, verduras e aquelas coisas saborosas que se tem num banquete. É muito mais do que isso, porque os alimentos que comemos são necessárias para a nossa subsistência aqui na terra, mas comemos e voltamos a ter fome.
Jesus está falando do grande banquete que o Pai preparou para nós, onde ninguém mais terá fome e sede, onde todos nós somos saciados, e o próprio Cristo é o alimento que nos sacia.
A presença de Deus nos enche e nos preenche, de modo que a nossa fome e nossa sede interior são saciadas por essa presença de Deus. Para este banquete todos nós fomos convidados mas, infelizmente, como na parábola do Evangelho houve aqueles que se portaram com indiferença e fizeram vista grossa, colocaram dificuldade, deram desculpa, cada um tinha uma ocupação, um trabalho, uma coisa para fazer, cada um tinha um compromisso. A vida vai se enchendo de ocupações, ocupamo-nos com tanta coisa e deixamos perder o essencial.
Sabe meus irmãos, Reino de Deus é questão de prioridade, não é "hobby", nem é para quando sobrar um tempo ou quando der. Vivemos numa sociedade atolada de compromissos, agendas e de pessoas que estão sempre ocupadas com suas coisas.
Quanto mais você se ocupar com suas coisas, menos tempo você terá para outras coisas importantes e essenciais da sua vida. Com certeza, uma delas é se ocupar com o Reino de Deus. É lamentável que uma pessoa não tenha tempo de ir à missa semanal, não tenha tempo para se dedicar a uma oração, não tem tempo para fazer uma oração pessoal a cada dia, e quando tem é rápido e rasteiro, está sempre agonizado, com pressa e sempre priorizando outras coisas. Ainda mais no mundo em que vivemos, onde tantas parafernálias ocupam nossa mente: televisão, computador, redes sociais, nossos compromissos e trabalhos. Caímos numa rotina de vida, de modo que a vida se torna uma loucura e o tempo para Deus é o que sobra.
Como hoje quase não se sobra tempo, Deus acaba não tendo tempo na vida de muitos de nós.
Quais são as suas desculpas? Quais são as desculpas que nós inventamos a cada dia, para não nos ocuparmos com o Reino de Deus?
Temos que prestar bastante atenção, porque assim como na parábola trouxeram os pobres, os aleijados, os coxos e marginalizados que viviam às margens da vida e tomaram posse do Reino, corremos também um sério risco de ficarmos de fora se não dermos prioridade, se não dermos tempo àquilo que realmente merece tempo, se o sagrado não for essencial e primordial na nossa vida.
Reino de Deus é questão de prioridade! Não é questão de dizer: "Eu amo o Senhor! Ele é importante para mim!".
Deus não é importante para nós pelas palavras que saem de nossa boca, mas de acordo com o tempo que damos às Suas coisas.
O banquete está posto, a mesa está à nossa frente, é preciso aceitar o convite, não colocar desculpas nem ocupações na frente. Demos a Deus o que é de Deus!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
2ª-feira da 31ª Semana Tempo Comum
Evangelho - Lc 14,12-14
Não convides teus amigos mas, os pobres e os aleijados.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14,12-14

Naquele tempo:
12E disse também a quem o tinha convidado:
'Quando tu deres um almoço ou um jantar,
não convides teus amigos, nem teus irmãos,
nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos.
Pois estes poderiam também convidar-te
e isto já seria a tua recompensa.
13Pelo contrário, quando deres uma festa,
convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos.
14Então tu serás feliz!
Porque eles não te podem retribuir.
Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos.'
Palavra da Salvação.
Reflexão - Lc 14, 12-14
31º Domingo do Tempo Comum - 30/10/2016
Anúncio do Evangelho (Lc 19,1-10)
- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós.
- PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. 2Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico.
3Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. 4Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. 5Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: "Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa".
6Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria.
7Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: "Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!"
8Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: "Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais".
9Jesus lhe disse: "Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. 10Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido".
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
Comentário:
O Senhor quer estar em nossa casa
O Senhor quer estar em nossa casa, em nosso coração, porque Ele quer que a salvação aconteça na vida de todos nós
"Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa" (Lucas 19, 5).
Admira-me este homem Zaqueu, de baixa estatura, era uma pessoa importante, não pelo bem que fazia mas pelo mal feito, pois era um cobrador de impostos.
Zaqueu não se deteve em sua baixa estatura, na sua condição de pecador ou de homem mal visto pela sociedade. Ele queria ver Jesus, aproximar-se d'Ele, e procura vencer os obstáculos que o impedem de vê-Lo. Primeiro, a sua baixa estatura, ele sobe depressa numa árvore para que possa avistar o Mestre. O mais importante é que antes de Zaqueu avistá-Lo, Jesus já havia o avistado, viu sobretudo o seu coração.
O segundo obstáculo é derrubado porque Jesus não leva em conta os seus pecados, não leva em conta as coisas erradas que este homem fez e diz: "Hoje mesmo eu quero estar em sua casa! Zaqueu, desce depressa, que eu quero ficar em sua casa!".
A visita de Jesus, a Sua presença faz toda a diferença na vida dele, pois a partir dali o coração deste homem se transforma, ele toma consciência dos males, do mal que já praticou, das injustiças que cometeu e está disposto a reparar e repartir os seus bens com quem não tem; quer repartir suas riquezas com aqueles que defraudou.
É por isso que Jesus está dizendo: "Hoje a salvação entrou nesta casa!". A salvação que entrou na casa de Zaqueu quer entrar em nossas casas, e na de tantos outros que achamos perdidos, sem rumo nesta vida.
Hoje, o Senhor quer estar em nossa casa, em nossa vida, em nossa família! Desça de onde você se encontra!
Não precisamos subir numa árvore para encontrar Jesus, mas precisamos descer de tantas árvores que já subimos nesta vida. Precisamos descer da árvore do orgulho, da soberba que nos colocam elevados e acima dos outros. Precisamos descer de todas as artimanhas que já criamos nesta vida que fazem de nós pessoas vaidosas e melhores do que as outras. Precisamos descer dos pontos obscurecidos da alma e do coração, porque o Senhor não nos quer em nada disso.
O Senhor quer estar em nossa casa, em nosso coração, deseja estar conosco, porque Ele quer que a salvação aconteça na vida de todos nós.
Desçamos depressa de qualquer árvore que nos colocou acima e melhores. Desçamos das árvores que nos mantêm cegos nesta vida. Desçamos depressa, porque hoje mesmo Jesus deseja estar em nossa casa!
Deus abençoe você!






