Fechamento da Porta Santa marca a conclusão do Jubileu Extraordinário da Misericórdia na Diocese de Divinópolis
Segunda, 14 de novembro de 2016
O Jubileu Extraordinário da Misericórdia teve início com a abertura da Porta Santa, na Catedral de Bangui, na República Centro-Africana, no dia 29 de novembro de 2015. No dia 8 de dezembro do mesmo ano, foi a vez da abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro, algo que não acontecia desde 2000. Esta porta é aberta apenas durante o Ano Santo, permanecendo fechada no restante do tempo, e existem portas santas nas quatro basílicas papais: São Pedro, São João de Latrão, São Paulo fora de muros e Santa Maria Maior. O anúncio solene do Ano Santo teve lugar com a leitura e publicação da bula pontifícia (Misericordiae Vultus), junto da porta de São Pedro, no Domingo da Divina Misericórdia, no 12 de abril. E, no terceiro Domingo do Advento, conhecido como o Domingo da Alegria, dia 13 de dezembro, várias dioceses do mundo abriram as Portas Santas em suas catedrais e, em algumas, nos santuários.
Na Diocese de Divinópolis a Cerimônia de abertura da Porta Santa da Misericórdia na Catedral aconteceu no dia proposto pelo Papa Francisco, 13 de dezembro de 2015, e contou com a presença do Bispo Diocesano, Dom José Carlos, do até então Párocoda Catedral, Padre Maia e do Padre Carlos Henrique (Vigário Forâneo). Centenas de fiéis, vindos de toda a Diocese, também participaram deste evento inédito e histórico da Igreja. Já no Santuário Diocesano de Nossa Senhora da Conceição, em Conceição do Pará, a segunda Porta da Misericórdia da Diocese de Divinópolis foi aberta no dia 20 de dezembro. Esta segunda foi aberta pelo Bispo Emérito, Dom José Belvino e contou com a presença do Reitor do Santuário, Padre Vicente Ferreira Lima.
"Abri as portas da justiça. Nelas entraremos para dar graças ao
Senhor!", aclamou Dom José Carlos, segundos antes de abrir a Porta
Santa. "Esta é a porta do Senhor: por ela entraremos para alcançar a
misericórdia e o perdão", foram as primeiras palavras do Bispo, depois
da abertura, seguindo o rito prescrito pela Igreja.
Na Catedral de Divinópolis, a programação do Ano Santo da Misericórdia foi bastante intensa. Foram celebrados 14 jubileus ao decorrer do ano. Abaixo, você pode conferir como foi os Jubileus:
03 de janeiro - Jubileu dos Seminaristas
02 de fevereiro - Jubileu dos Religiosos e Religiosas.
06 de março - Jubileu e envio dos Missionários da Semana Santa.
19 de março - Jubileu com os jovens.
03 de abril - Jubileu dos ministros extraordinários.
01 de maio - Jubileu com as Famílias.
03 de junho - Jubileu dos Padres.
03 de julho - Jubileu com os doentes e portadores de deficiência.
07 de agosto - Jubileu com os acólitos e coroinhas.
04 de setembro - Jubileu com os catequistas.
02 de outubro - Jubileu com os idosos.
02 de novembro - Jubileu por intenção dos fiéis defuntos
13 de novembro - Jubileu dos cuidadores da vida. Este foi celebrado junto com a conclusão do Jubileu da Misericórdia.
Já no Santuário Diocesano, aconteceram, durante o ano, várias peregrinações de paróquias, pastorais e movimentos.
O Jubileu da Misericórdia foi encerrado em todas as dioceses do mundo neste último dia 13 de novembro. Na Diocese de Divinópolis, centenas de fiéis, vindos de várias cidades da região, lotaram a Catedral Diocesana na noite deste domingo para celebrar o fechamento da Porta Santa e o Processo de Beatificação do Padre Libério em nível diocesano.
A Santa Missa de Conclusão do Jubileu foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom José Carlos e concelebrada pelos padres Luis Carlos Amorim, Adelmo Sérgio, Guilherme Machado, Gilmar Pinheiro, Lúcio Camargos, Bento, Francisco Cota, Paulo Pereira, Júlio Antônio e pelos missionários Sacramentinos de Nossa Senhora, padres Márcio Pacheco e Heleno Raimundo.
Em sua homilia dom José Carlos começou refletindo a primeira Leitura(Ml
3, 19 - 20a)e o Evangelho (Lc 21, 5 - 19) deste 33º Domingo do Tempo
Comum. Após a rica reflexão, dom José Carlos falou do Ano Santo da
Misericórdia e do Servo de Deus Padre Libério; confira na íntegra:
Antes da bênção final, aconteceu o fechamento da Porta Santa da Misericórdia da Catedral de Divinópolis; assista:
Após a Santa Missa, aconteceu o Ato Jurídico de fechamento do Processo de Beatificação do Padre Libério em Nível Diocesano. Daqui a pouco a notícia estará em nosso Portal de Notícias.
POR TÚLIO VELOSO
Nós que aqui estamos por Vós esperamos
Romper com a(s) morte(s)

A inscrição "Nós que aqui estamos por vós esperamos" está impressa na entrada principal de um cemitério e dá nome a um documentário, (assista aqui) que retrata vários acontecimentos e personagens marcantes e conhecidos historicamente que emergiram entre o final do século XIX e durante o século XX. O enredo é um convite a pensar em muitos conflitos criados pelo próprio ser humano que, em algum momento, passaram a interferir no próprio jeito de ser. Além disso, percebe-se que a sociedade foi re-criada e levada a re-organizar suas ações a partir da produção de guerras, novas formas de produção, liberdade de expressão, conquista de direitos pelas mulheres e uma re-interpretação do próprio pensamento, levando em consideração o surgimento de pensadores como Freud, o qual descreve as ações inconscientes - "o homem não é mais senhor nem mesmo dentro de sua própria casa".
Como é verificado, nunca se produziu e inventou-se tanto, quanto nos
últimos anos. Quando falamos em produção, dizemos das coisas que
proporcionam prazer ao serem consumidas, conferem poder a quem as
possui, máquinas para auxiliarem no processo de produção em massa, além
dos processos de comunicação que rompem com o espaço geográfico entre as
pessoas, porém, as distanciam, cada vez mais, observando do ponto de
vista antropológico do encontro e ser-com-o-outro. A indústria bélica
também aprimorou e aumentou sua produção, tornando-se um meio de
enriquecimento por um lado e do outro um potente instrumento de
destruição de sonhos e esperanças. Ao contrário de épocas clássicas em
que se estimulava o pensamento e a reflexão, o século XX foi alvo de
pesadas ditaduras sobre a condição de liberdade que o homem carrega
desde a sua concepção.
Uma ideia muito presente nas cenas do documentário, que são bastante
fortes em alguns momentos, é sobre o que o ser humano produz
materialmente e culturalmente, mas não o realiza, não lhe dá sentido e
não põe a esperança diante dele. Isso tudo é destruído, chega ao fim,
rui, cai e é rejeitado. Sendo assim, retomando a interpretação do título
do filme - no cemitério que guarda os acontecimentos passados que não
prosperaram, não tiveram razão de ser ou foram rejeitados pelo mesmo ser
humano que os criou, espera-se o tempo que a história determinar, para
lá também receber, os acontecimentos indesejados do presente e outros
que ainda surgirão para fazer parte do mesmo espaço onde as frustradas
lembranças passadas, empoeiradas nos porões da história, se possível, de
lá não saírem nunca mais. Agora, se o cemitério for visitado, que seja
como fato lembrado para que a própria sociedade que o produziu, tenha
cautela para não gerar novos ancestrais do que está depositado nessas
memórias, como é o caso do Nazismo e das Guerras Mundiais.
Em todos os lugares onde foram mostradas situações de sofrimento,
crise, torturas, mortes e falta de sentido, estavam pessoas. Cada
indivíduo é um universo em si mesmo e deve ser considerado como único,
mesmo fazendo parte de um grupo maior que é a sociedade. Foram
apresentadas situações em que as pessoas estavam expostas à insegurança,
desesperança e risco de morte. O inquestionável respeito pela vida
rompe até os limites religiosos para ser defendido em uma esfera maior
do cuidado. Nisso, nos ajuda o papa Francisco com a Encíclica Laudato Si (2015)
. Mesmo em condições sub-humanas de trabalho, exposição ao perigo,
privação da mínima dignidade para se viver, os corações continuavam a
pulsar como até hoje pulsam no Mundo, mesmo diante de fatos que insistem
em querer aniquilar o Ser ontológico que cada pessoa, desde a sua
concepção, carrega interiormente.
Um dos axiomas que aparece nas chocantes cenas do filme é: "em algum
lugar, Deus está perto do inferno". Por mais hostil que seja o
comportamento de alguém, o Criador não abandona a(s) criatura(s).
Sabemos que onde há vida sempre há esperança e, por isso mesmo, até nas
situações mais desumanas possíveis, sempre aparecerão lampejos de
esperança para avançar-se na direção certa, aquela querida por Deus na
criação e revelada por Jesus para que o Reino fosse realidade entre nós.
Fatos históricos, convenções sociais, desentendimentos entre nações,
assunção de Impérios, tudo tem seu destino certo - o cemitério. Em
contrapartida, a morte não é capaz de levar à corrupção a vida que traz
consigo a esperança. Tudo que foi tocado pelo amor e ternura do Criador
sempre romperá com os limites impostos pela morte. A esperança foi
depositada na humanidade para que ela transborde o toque cuidadoso de
seu Criador. A morte pode colocar um ponto final em tudo que tenta
aniquilar a dignidade da pessoa humana mas não tem a última palavra
sobre a vida de quem se deixa guiar pela esperança!
Por Padre Daniel Santos Leão
Confira esta notícia no site da Diocese de Divinópolis
Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos
Naquele tempo, disse Jesus às multidões: "Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda a pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia".
Comemoramos hoje a memória de todos os fiéis defuntos, pelos quais devemos fazer especial obra de caridade, particularmente neste dia. Contudo, a pergunta que poucos se fazem, e que carrega uma verdade fundamental para a nossa fé, é: por que rezamos pelos que já morreram? Porque "os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do céu" (Catecismo da Igreja Católica, nº 1030). A esta purificação que sofrem as almas já salvas, mas não santas, a Igreja chama de Purgatório. Dessa forma, a oração pelos fiéis defuntos não visa a salvação da alma diante da condenação eterna, e sim a entrada no Céu daqueles que já foram salvos, mas ainda precisam passar pelo fogo purificador para então chegar à visão beatífica de Deus. Façamos, por isso, não somente neste dia, a caridade de oferecer nossas orações, penitências e obras de misericórdia em sufrágio por nossos irmãos fiéis que padecem no Purgatório, e tenhamos aqui a pressa de um dia fazer festa no Céu com todos eles, como muitos no dia de hoje farão ao serem ajudados por nossas orações.
Normas sobre as indulgências:
20. § 1. Para lucrar a indulgência plenária, além da repulsa de todo o afeto a qualquer pecado até venial, requerem-se a execução da obra enriquecida da indulgência [citadas abaixo] e o cumprimento das três condições seguintes: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice [ao menos um Pai-nosso e uma Ave-Maria]".
§ 2. Com uma só confissão podem ganhar-se várias indulgências, mas com uma só comunhão e uma só oração alcança-se uma só indulgência plenária.
§ 3. As três condições podem cumprir-se em vários dias, antes ou depois da execução da obra prescrita; convém, contudo, que tal comunhão e tal oração se pratiquem no próprio dia da obra prescrita.
Visita ao cemitério
Ao fiel que visitar devotamente um cemitério e rezar, mesmo em espírito, pelos defuntos, concede-se indulgência aplicável somente às almas do purgatório. Esta indulgência será plenária, cada dia, de 1 a 8 de novembro; nos outros dias do ano será parcial.
Visita à igreja ou oratório na comemoração de todos os fiéis defuntos
Concede-se indulgência plenária, aplicável somente às almas do purgatório, aos fiéis que no dia da comemoração de todos os fiéis defuntos visitarem piedosamente uma igreja ou oratório.
Esta indulgência poderá alcançar-se no dia marcado ou, com consentimento do ordinário, no domingo antecedente ou subseqüente ou na solenidade de Todos os Santos.
Esta indulgência já está incluída na const. apost. Indulgentiarum Doctrina, norma 15; aqui se satisfaz aos desejos que neste intervalo se apresentaram à Sagrada Penitenciaria.
Na piedosa visita, conforme a norma 16 da mesma const. apost., "se recitam a oração dominical e o símbolo dos apóstolos: Pai-nosso e Creio".
In Enchiridion Indulgentiarum:
https://www.vatican.va/roman_curia/tribunals/apost_penit/documents/rc_trib_appen_doc_20020826_enchiridion-indulgentiarum_lt.html
Vocês podem conferir a esta informação no site do Padre Paulo Ricardo
Qual é a origem do celibato sacerdotal?
Muitas pessoas têm espalhado a mentira de que o celibato eclesiástico teria sido uma invenção medieval e que, por isso, a qualquer momento a Igreja poderia alterar essa disciplina, como se ela fosse já ultrapassada e sem sentido para os tempos modernos.
Mas será isso mesmo? Descubra, neste episódio de "A Resposta Católica", qual a verdadeira origem do celibato sacerdotal.
O celibato sacerdotal é uma disciplina que a Igreja segue desde a sua origem, ou seja, desde a época apostólica. Portanto, não é verdade que tenha se iniciado com o Concílio de Trento ou que seja uma invenção medieval do Concílio de Latrão.
A obra mais indicada para o estudo dessa disciplina da Igreja é o livro "Les origines apostoliques du célibat sacerdotal", do Padre Chistian Cochini, jesuíta francês que estudou profundamente o tema. O grande teólogo e Cardeal Henri de Lubac, renomado estudioso da patrologia afirmou sobre a obra de Cochini que ela é de importância fundamental por ter sido baseada em pesquisas notáveis, longas e metódicas e que na literatura atual sobre o tema nada se pode comparar a ela, nem mesmo de longe. Trata-se de uma obra revolucionária, profunda e inigualável que dificilmente será superada.
Para o Pe. Cochini existe uma diferença entre o celibato sacerdotal e a ordenação de homens solteiros. A Igreja sempre exigiu o celibato de seus clérigos, mas também sempre ordenou homens casados. Isso parece ser uma contradição, mas não é. A partir da ordenação sacerdotal, os homens casados e escolhidos pela Igreja para serem sacerdotes deixavam o uso do matrimônio e passavam a viver em continência. Esta prática foi fartamente confirmada pela documentação reunida pelo Padre Cochini. Apenas como exemplo, pode ser citado o decreto publicado no Sínodo de Elvira, em 25 de outubro de 304:
"Cânon 33: Ficou plenamente decidido impor aos bispos, aos presbíteros e aos diáconos, como a todos os clérigos no exercício do ministério, a seguinte proibição: que se abstenham das suas esposas e não gerem filhos; quem, porém, o fizer deve ser afastado do estado clerical." (DH 117) Interessante também é a Carta "Directa ad decessorem", de Sirício ao bispo Himério de Tarragona, em 10 de fevereiro de 385:
"...Chegou ao nosso conhecimento que muitos sacerdotes de Cristo e levitas, onho tempo depois de sua consagração, geraram prole, quer do próprio matrimônio como também do coito torpe, e se defendem das incriminações com a desculpa de que no Antigo Testamento se lê que aos sacerdotes e aos ministros é concedida a faculdade de gerar.
A essa argumentação o Papa opõe: Por qual motivo se mandava aos sacerdotes no ano do seu ministério que habitassem no templo, longe até de casa? Sem dúvida para que não pudessem ter encontros carnais nem mesmo com as esposas, para oferecer a Deus um dom agradável no esplendor da integridade da consciência.
Por isso também o Senhor Jesus, tendo-nos iluminado com a sua vinda, afirma, no Evangelho, ter vindo para completar a Lei e não para a abolir. Por isso quis que a figura da Igreja, da qual é o Esposo, emane o esplendor da castidade, para que no dia do juízo, quando virá de novo, a pessoa encontrar 'sem mancha nem ruga'... Todos, os sacerdotes e levitas, estamos ligados pela lei indissolúvel destas disposições, para que, desde dia de nossa ordenação, entreguemos tantos nossos corações como nossos corpos à sobriedade e à pureza, para agradar ao Senhor nosso Deus nos sacrifícios que diariamente oferecemos." (DH 185)
Assim, o que se vê é que a Igreja, desde os seus primórdios, adotou o celibato para os seus sacerdotes. O Catecismo da Igreja Católica explica que: "Todos os ministros ordenados da Igreja latina, com exceção dos diáconos permanentes, normalmente são escolhidos entre os homens fiéis que vivem como celibatários e querem guardar o celibato 'por causa do Reino dos Céus'. Chamados a consagrar-se com indiviso coração ao Senhor a 'cuidar das coisas do Senhor', entregam-se inteiramente a Deus e aos homens. O celibato é um sinal da nova vida da qual o ministro da Igreja é consagrado; aceito com coração alegre, ele anuncia de modo radiante o Reino de Deus. (...) No Oriente como no Ocidente, aquele que recebeu o sacramento da Ordem não pode mais casar-se." (1579-1580)
O livro "Celibato Eclesiástico: História e Fundamentos Teológicos", escrito pelo Cardeal Alfons M. Stickler é uma excelente obra sobre o tema, na qual o seu autor apresenta a fundamentação do celibato sacerdotal com sua origem apostólica sob os pontos de vista canonístico e teológico. De forma clara, ele fundamenta a realidade teológica da disciplina do celibato como algo que está vinculado à própria identidade do sacerdote.
Para ele, é a atual crise de identidade sacerdotal que tem como consequência a crise no celibato e não o contrário. Infelizmente, os detratores do celibato creem que a crise sacerdotal se resolverá com a liberação da disciplina do celibato, mas isto não é verdade.
O Padre Thomas Mcgovern, em seu estudo "Priestly Celibacy Today", afirma que no período de 1964 até 1992, deixaram o ministério sacerdotal 54.432 padres, o que corresponde a duas vezes e meia o número de sacerdotes do Brasil hoje ou 13% dos padres do mundo. Para ele, esse número se explica pela crise de identidade sacerdotal pois, antes, o sacerdote era compreendido como um homem que oferecia o sacrifício oferecendo-se também em sacrifício. Porém, quando passou a ser visto como um funcionário da Igreja, uma espécie de professor, de assessor, de facilitador, um sujeito que ensina o caminho para uma engenharia social e a transformação da realidade, o celibato perdeu o sentido, pois não exige o sacrifício. É isto que o sacerdote representa na visão dos teólogos modernos.
O celibato sacerdotal não é exigido pela natureza do sacerdócio, ou seja, a pessoa pode ser sacerdote e não ser celibatário, no entanto, duas realidades devem ser levadas em conta:
1) historicamente, sacerdócio e celibato sempre andaram juntos, desde o tempo dos apóstolos;
2) teologicamente, a concepção de padre enquanto homem do sagrado que se oferece e sacrifício e celibato, complementam-se. E é a consciência da Igreja desde sempre.
Os teólogos liberais trabalham para dissociar o sacerdócio católico do celibato dizendo que o sacerdócio católico é diferente no Novo Testamento e que ele nada tem a ver com o do Antigo Testamento, pois agora o padre é apenas um ministro da palavra. Essa é uma visão protestante e herética (marcionita, pois quer evitar qualquer ligação com o AT). No entanto, o Antigo Testamento sempre iluminou a realidade do sacerdote católico. Na carta aos Hebreus, Jesus é apresentado como o Sumo e Eterno Sacerdote, que realizou as profecias contidas e todas as prescrições sacerdotais do Antigo Testamento e as realizou até a plenitude, oferecendo-se a si mesmo em sacrifício.
Quando Jesus escolhe os seus apóstolos e pede que deixem casa, campo, pai, mãe, mulher e filhos por amor ao Reino dos Céus, Ele está imprimindo no coração, na identidade do ministro da Igreja não somente a missão de pregar a palavra, mas um estilo de vida. Ainda hoje a Igreja pede que os seus sacerdotes deixem tudo porque, ao fazê-lo, estarão se sacrificando e o sacrifício é a primeira pregação que o sacerdote - Homem da Palavra - deve realizar.
Referência
- https://www.presbiteros.com.br/site/celibato-eclesiastico-historia-fundamentos-teologicos/
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Dom José Belvino fala do sentido da Festa de todos os Santos e do Dia de Finados

Em entrevista exclusiva para a nossa equipe, Dom José Belvino, Bispo Emérito de Divinópolis, falou do sentido da Festa de todos os Santos e do Dia de Finados. O que também não podia faltar foi uma estorinha muito bem humorada do Bispo Emérito; confira:
Vocês podem conferir a esta notícia, no site da Diocese de Divinópolis
Jubileu da Misericórdia por intenção dos Fiéis Defuntos acontecerá no dia de Finados

No dia 02 de novembro é celebrado o Dia de Finados. Milhares de pessoas visitam os cemitérios para rezar por seus entes queridos que já partiram. Em alguns deles, acontecem até celebrações Eucarísticas durante o dia. Pelas indulgências plenárias do Dia de Finados, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, seqüelas dos pecados (Catecismo da Igreja Católica, 1498). Portanto, você pode alcançar a Indulgência Plenária por uma pessoa querida já falecida. Basta confessar-se, Participar da Santa Missa e comungar com esta intenção, rezar pelo Papa ao menos um Pai Nosso, Ave Maria e Glória e Visitar o cemitério e rezar pelo falecido.
Uma outra opção para alcançar a Indulgência Plenária amanhã, 02/11, é participar do Jubileu da Misericórida por intenção dos Fiéis Defuntos que será celebrado na Catedral Diocesana, às 19h. A Santa Missa será presidida por Dom José Carlos.
Vocês podem conferir a esta notícia, no site da Diocese de Divinópolis
Encontro 'Como lidar com as perdas' será realizado na Paróquia do Coração de Jesus, em Itaúna
Seja de um ente querido, de um relacionamento, de algo que possuímos, ou do tempo que se esvai de nossas mãos, o fato é que todos nós precisamos lidar com as perdas em algum momento de nossa existência.Não desejamos perder. Não queremos perder. Porque toda perda doi, machuca. Deixa marca.
Amadurecer leva consigo a aprendizagem de perder. Precisamos agir,
pensar e orar de tal forma que essas perdas não nos paralisem mas nos
conscientizem de que vale a pena viver e de que é necessário aproveitar,
cada segundo, do dom da existência dado por Deus.
Participe do primeiro encontro 'Como lidar com as perdas', dia 02 de novembro, dia de finados, às 18 horas, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Itaúna. Este é promovido pelo núcleo de atendimento psicológico da Paróquia do Coração de Jesus, contando também com a colaboração do setor familia e vida. Não perca essa oportunidade. Veja, abaixo, nosso banner e vídeo de divulgação, para mais informações.
Curar as feridas, para um futuro comum
Uma "surpresa" ter aceito o convite, declarou em uma coletiva de imprensa este domingo Dom Anders Arborelius, Bispo de Estocolmo e, "uma decisão corajosa do Papa", afirmou em recente entrevista o Rev. Martin Junge, Secretário da Federação Luterana Mundial.
Gratidão, penitência, esperança, três palavras que bem ilustram este evento histórico. Gratidão pelo intenso diálogo registrado nos últimos 50 anos; penitência, arrependimento, pelas feridas, violências, mal-entendidos provocados por ambas as partes - recordemos que com a Reforma, guerras brutais de religião ensanguentaram a Europa nos séculos XVI e XVII; e por fim esperança, de que o trabalho rumo à unidade não pare e avance rumo a um futuro comum.
Francisco não vem à Suécia para celebrar a divisão, mas para demonstrar a vontade de união, que significa superar uma mentalidade baseada no confronto. Francisco vem à Suécia não para fazer memória a um acontecimento que trouxe tanto sofrimento ao corpo de Cristo, mas para, com o seu gesto, propor um futuro de alegria, de comunhão e união naquilo que é compartilhável.
O Papa insiste no ecumenismo de sangue, no ecumenismo da oração, no ecumenismo do encontro, no ecumenismo do trabalho em favor dos pobres, marginalizados, refugiados, pontos que oferecem uma base comum de encontro. As questões teológicas, como bem reconhece, por vezes são as mais difíceis de serem resolvidas, mas o encontro, deve precedê-las. Por isto Francisco vem à Lund, para mostrar a sua proximidade, como declarou em recente entrevista: "a distância nos faz adoecer", afirmou. "Precisamos aprender a transcender a nós mesmos para encontrar os outros".
A presença do Papa nas celebrações adquire um significado especial não somente dentro do mundo luterano e católico, mas os transcende. O evento é um dos frutos visíveis dos 50 anos de diálogo entre católicos e luteranos, que tiveram como marco a Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação de 1999 e o Documento "Do Conflito à Comunhão" de 2013. Neste sentido, a presença do Papa em Lund é fruto deste diálogo iniciado oficialmente em 1967, com o Concílio Vaticano II, é fruto de um caminho já percorrido.
Se há alguns anos parecia impossível um consenso entre católicos e luteranos sobre a Justificação, este impossível aconteceu. Da mesma forma, celebrar conjuntamente a Reforma era algo impensável até há poucos anos e este impossível acontece agora. O diálogo constante, com o aumento da confiança e a remoção de obstáculos doutrinais, tornou os tempos maduros para passos mais corajosos. Neste sentido, esta celebração conjunta lança um olhar para o futuro, com um testemunho cristão comum corajoso nos dias de hoje, tão dilacerado por conflitos e divisões.
De Malmö, na Suécia, Jackson Erpen
Angelus: O olhar de Jesus vai além de pecados e preconceitos

Cidade do Vaticano (RV) - "O olhar de Jesus vai além dos pecados e dos preconceitos": foi o que disse o Papa na manhã deste domingo, ao rezar com os fiéis na Praça S. Pedro a oração mariana do Angelus.
Necessidade de conversão
Quando chega perto da árvore, Jesus ordena que Zaqueu desça, porque deve ficar em sua casa. No desenho de salvação da misericórdia do Pai, explicou o Papa, há também a salvação de Zaqueu, um homem desonesto e desprezado por todos, e por isso necessitado de conversão. De fato, o Evangelho diz que, quando Jesus o chamou, todos começaram a murmurar, dizendo: 'Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!'.
"Se Jesus tivesse dito: 'Desça você, explorador, traidor do povo, e venha falar comigo para fazer as contas', certamente o povo teria aplaudido", comentou Francisco. Mas Jesus, guiado pela misericórdia, buscava justamente Zaqueu.
Jesus não se detém nas aparências, mas olha para o coração
"O olhar de Jesus vai além dos pecados e dos preconceitos", repetiu duas vezes o Papa. Jesus vê a pessoa com os olhos de Deus, que não se detém no mal passado, mas entrevê o bem futuro; não se resigna aos fechamentos, mas sempre abre novos espaços de vida; não se detém nas aparências, mas olha para o coração." Jesus olhou o coração ferido de Zaqueu e foi ali.
Às vezes, prosseguiu, nós buscamos corrigir ou converter um pecador repreendendo-o, reforçando seus erros e o seu comportamento injusto. A atitude de Jesus com Zaqueu nos indica outro caminho: de mostrar a quem erra o seu valor, aquele valor que Deus continua vendo não obstante tudo. "Assim se comporta Deus conosco: não fica preso no nosso pecado, mas o supera com o amor e nos faz sentir a saudade do bem. Todos sentimos esta saudade do bem depois de um erro. Não existe uma pessoa que não tenha algo de bom", disse o Pontífice, que concluiu:
"Que a Virgem Maria nos ajude a ver o bem que existe nas pessoas que encontramos todos os dias. O nosso Deus é o Deus das surpresas!"
Brasil terá Ano Jubilar mariano a partir de outubro
Cidade do Vaticano (RV) - Aumenta a expectativa pela possibilidade de o Papa Francisco retornar ao Brasil para participar das celebrações dos 300 anos do achado da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário Nacional, em 2017.
Jardins do Vaticano terão imagem de Nossa Senhora
Enquanto isso, sábado, 3 de setembro, será inaugurada nos Jardins do Vaticano uma imagem da santa padroeira do Brasil. Uma grande delegação virá a Roma da Arquidiocese de Aparecida, liderada pelo Cardeal-arcebispo, Dom Raymundo Damasceno Assis.
Em exclusiva à RV, Dom Raymundo reafirma que a devoção a Nossa Senhora faz parte da história do Brasil. "Maria sempre foi uma porta aberta ao conhecimento de Jesus; é o modelo de seguimento de Cristo, dos valores humanos que marcam a identidade religiosa do povo":
Em Aparecida, o novo Campanário do Santuário Nacional, obra que foi projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, será inaugurado no próximo dia 12 de outubro, abrindo o Ano Jubilar mariano em comemoração aos 300 anos da aparição.
Ano Jubilar mariano no Brasil
"A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - revela o cardeal - vai
decretar um ano Jubilar mariano a partir de outubro. Será um ano de
graça, de modo especial para o Brasil: um momento de louvor e
agradecimento especial a Deus por tudo aquilo que Ele tem feito por nós,
por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, nossa padroeira e nossa
Rainha".
Ano Mariano e Tricentenário de Aparecida

Uma coletiva de imprensa hoje no Santuário Nacional apresentou detalhes sobre a festa, além de informar sobre o Ano Jubilar Mariano e as comemorações do Jubileu dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida.
Estiveram com a imprensa o arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno; o reitor do Santuário Nacional, padre João Batista de Almeida; o administrador-ecônomo do Santuário, padre Daniel Antônio e o produtor Pedro Bianco, da parte da organização do concerto com o cantor lírico Andrea Bocceli.
"Esse é um acontecimento importante para nós, não só histórico, mas também de fé", disse Dom Damasceno sobre a novena e o Jubileu, lembrando que Maria sempre esteve presente na história da evangelização do Brasil e foi como uma "porta aberta" para chegar a Jesus.
Ano Mariano
Ao final da novena da Padroeira 2016, será oficialmente aberto o Ano Mariano, instituído pela CNBB. Junto ao Jubileu, o objetivo dessa iniciativa, segundo Dom Damasceno, é que seja uma oportunidade para que as comunidades cresçam na devoção à Mãe de Deus e no compromisso de cumprir aquelas palavras de Nossa Senhora nas Bodas de Caná: façam tudo o que Ele vos disser.
Tanto o Ano Mariano quanto o Jubileu dos 300 anos do encontro da imagem começam oficialmente dia 12 de outubro. Também nesse dia, serão lançados o selo e a moeda oficiais do Jubileu dos 300 anos.
Novena e Semana da criança
O tema da novena da Padroeira 2016 é "O rosto misericordioso de Maria". Padre João Batista explicou que duas vertentes marcam a novena deste ano: o Ano da Misericórdia e as devoções marianas no Brasil. Ele informou que, a cada dia da novena, será meditada uma devoção Mariana. O fio condutor será a oração Salve Rainha.
Uma novidade na novena desse ano será a Semana da Criança, com diversas atividades voltadas para o público infantil, acrescentou o sacerdote. A abertura será no domingo dia 8 de outubro, ocasião em que será lida uma carta-proposta para erradicar o trabalho infantil. Para esse momento está prevista a presença de autoridades.
Coroa para Nossa Senhora Aparecida
Também por ocasião dos 300 anos, está sendo preparada para Nossa Senhora Aparecida uma coroa diferente. Segundo padre Daniel, uma marca de joias está desenvolvendo o projeto da coroa, que será feita com o ouro doado pelos devotos.
Padre Daniel informou que essa coroa terá um recipiente onde serão colocadas porções de terra provenientes das várias dioceses do Brasil por onde a imagem está peregrinando por todo o país desde outubro do ano passado. E para 2017, também está sendo preparado um momento especial para essa coroação.
Infraestrutura do Santuário
Padre Daniel apresentou na coletiva de hoje detalhes sobre algumas obras/estruturas que serão inauguradas especialmente em decorrência do Ano Jubilar que começa em 12 de outubro. A primeira delas será lançada nesta sexta-feira, 7: o cinema 3D.
Um pequeno filme de 15 minutos vai contar, em tecnologia 3D, a história da Padroeira do Brasil. O cinema vai integrar o chamado "Memorial dos Devotos", onde hoje já está em funcionamento o Museu de Cera e o cantinho do devoto mirim.
Outro trabalho que segue até o início do próximo ano é a cúpula central da Basílica, que é um símbolo das obras em preparação ao tricentenário. Também está prevista a inauguração do campanário.
Já no próximo dia 8, será inaugurado nos jardins do Santuário um monumento dedicado à Nossa Senhora Aparecida igual ao que foi colocado nos jardins vaticanos no dia 3 de setembro. Outra réplica será colocada na sede da CNBB em Brasília.
Andrea Bocelli
Também como parte das comemorações do tricentenário, será realizado no dia 15 de outubro, na Tribuna Bento XVI, um show com o cantor lírico Andrea Bocelli. A pedido do cardeal Damasceno, o repertório será adaptado para que inclua também músicas de caráter religioso.
O produtor Pedro Bianco, que participa da equipe de organização do show, disse que é uma graça de Deus esse concerto ser realizado em Aparecida justamente no Ano Jubilar. Ele contou que Andrea é muito devoto de Nossa Senhora e está emocionado com essa oportunidade. "Em algum momento deve ter a mão da nossa Mãe nesse projeto", finalizou Pedro.
Um cântico já previsto é o da Ave Maria. O evento terá entrada gratuita.
Por Canção Nova
Centenário das Aparições de Fátima
Apresentação do Centenário das Aparições de Fátima
Intenção e objetivos
As aparições de Fátima são um acontecimento marcante na Igreja Católica, não apenas pela importância que assumiram para inúmeras pessoas e pela sua extensa divulgação no mundo, mas também pela sua íntima ligação à mensagem evangélica, pela profundidade com que marcam a vivência da fé de muitos dos católicos e pelo alcance profético dos seus apelos. A Igreja confirmou que elas apresentam uma proposta credível e válida de concretização da vida cristã.
Com efeito, a mensagem de Fátima é eloquente para os crentes de todos os tempos; não ficou presa a uma época passada mas projeta um dinamismo para o nosso presente e abre horizontes de fé para o futuro da história humana. Uma vez que os acontecimentos de Fátima são um apelo à humanidade do nosso tempo, também a celebração do primeiro centenário procura ser mais um instrumento deste apelo atual. Não se trata, portanto, de assinalar simplesmente uma efeméride histórica, cujas repercussões se reduzem a um momento do passado.
A peregrinação do papa Bento XVI à Cova da Iria, em maio de 2010, na sequência das dos seus predecessores, mostra-nos, de algum modo, que na mensagem de Fátima há um conjunto de elementos que a podem tornar veículo de evangelização, caminho para a conversão e para o encontro com Jesus Cristo. Neste sentido, também esta celebração deverá ser um contributo qualificado para aprofundar e atualizar esta mensagem; poderá constituir um impulso na renovação e fortalecimento da fé, apresentar-se-á como um auxílio para o crescimento espiritual do povo de Deus.
Por isso, a celebração deste centenário é, antes de mais e sobretudo, um projeto pastoral, que privilegia o cariz espiritual e de reflexão da fé. Os seus objetivos são de caráter religioso, nas suas diversas vertentes (teológica, celebrativa, espiritual, catequética...) e dimensões (pessoal, comunitária, social...).
Os aspetos de âmbito cultural ou social também têm lugar nestas comemorações, mas sempre na perspetiva da missão: são meio privilegiado para chegar aos que se situam afetivamente distantes da Igreja, são expressão da fé que se celebra, são concretização cristã das realidades humanas.
Os objetivos da celebração do Centenário das Aparições de Fátima, que ora se apresentam, foram definidos dentro deste enquadramento.
- Mostrar o relevo das aparições de Fátima para a Igreja e para o mundo.
- Difundir a mensagem de Fátima a nível nacional e internacional.
- Fomentar a reflexão sobre a mensagem de Fátima e as suas implicações para a vida cristã.
- Desenvolver, à luz da mensagem de Fátima, subsídios de apoio à pastoral.
- Apresentar sugestões para viver a espiritualidade de Fátima.
- Promover a dimensão festiva do centenário com propostas rituais e culturais.
- Dar a conhecer a espiritualidade dos videntes de Fátima.
Objetivo complementar
- Valorizar os recursos humanos e as estruturas materiais.
Marca Oficial do Centenário das Aparições de Fátima
Memória descritiva
A proposta assenta nas datas que marcam a efeméride do Centenário das Aparições de Fátima bem como num elemento facilmente reconhecível e identificável com o Santuário: a torre sineira da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.
Com as Aparições, e com a espiritualidade que surgiu e se enraizou em Fátima, o Santuário acolhe milhares de peregrinos. Para estes, e em linguagem
meramente pictórica, a Basílica e a sua torre sineira são uma meta a atingir, o sinal de que chegaram ao destino encontrando-se no local das Aparições.
Assim, considerou-se que a imagem da torre é um símbolo inequívoco de Fátima, das Aparições de Nossa Senhora, dos Pastorinhos e de Fé.
Associado a esta imagem, criou-se um logótipo com as datas do Centenário, sendo que um dos algarismos da data das Aparições foi substituído por uma cruz, de modo a salientar o caráter cristão da efeméride.
A escolha das cores recaiu na vontade de acentuar a leveza e o espiritual do acontecimento. Tons de cinza quente contrastam com um ouro alusivo à coroa de Nossa Senhora e aos elementos dourados frequentemente presentes na arte sacra.
Por questões de ordem prática, criou-se, para além da marca principal, uma variante menos "descritiva" e mais condensada, que poderá funcionar como "selo".
Lisboa, 15.09.2010
Inês do Carmo
Mestra do Anúncio, Profecia do Amor
Apresentação do Hino do Centenário das Aparições de Fátima
Seguindo a secular convicção da Igreja - coincidente, aliás, com a realidade antropológica de tantas culturas - de que a linguagem poética, intrinsecamente aliada à expressão musical, pode manifestar e levar a manifestar o sentimento de alegria de uma especial celebração, o Santuário de Fátima promoveu dois concursos para a criação de uma composição poético-literária e musical, com o fim último de ser cantável em momentos celebrativos (litúrgicos ou não). Era objetivo do Santuário de Fátima que dessa iniciativa resultasse o hino do centenário das aparições e que este se constituísse como elemento identificador do acontecimento celebrado, facilmente apreensível e memorizável pelas assembleias que se congregam em torno da Mensagem de Fátima (no Santuário ou noutros lugares).
Intitulado "Mestra do Anúncio, Profecia do Amor", o hino do centenário das aparições de Fátima, que ora se publica como subsídio para as comunidades que dele desejem fazer uso, resultou destes dois concursos, de cujo júri fizeram parte especialistas das áreas das Letras, da Música e das Ciências Teológicas e Bíblicas, como Maria Helena da Rocha Pereira, Vasco Graça Moura, José Tolentino Mendonça, Joana Carneiro, Eugénio Amorim, Paulo Lameiro, Virgílio do Nascimento Antunes e Vítor Coutinho.
De entre as dezenas de composições enviadas a concurso, saíram vencedoras a composição literária da autoria de Marco Daniel Duarte e a composição musical da autoria de José Joaquim Ribeiro. O hino do centenário foi cantado pela primeira vez na Peregrinação Aniversária de Maio de 2011.
Possa este subsídio levar o peregrino de Fátima a olhar para a Mãe de Clemência e de Piedade, para a Mãe da Paz e da Doçura, para Maria que é Mestra do anúncio da Verdade de Deus aos homens e é Profecia do Amor de Deus vivido por toda a humanidade. Humilde serva, acolheu a Palavra e guardou-a no seu coração; junto à Cruz de Jesus, uniu-se ao Mistério da Redenção e recebeu todos os homens como seus filhos; esperando a vinda do Espírito Santo, perseverou em oração com os apóstolos, associando-se às preces de toda a humanidade e tornando-se modelo de oração; no Céu, Maria assiste agora com amor materno a Igreja peregrina.
A nossa história cruza-se, em cada passo, com a maternidade de Nossa Senhora. Há quase cem anos, "a Senhora mais brilhante que o sol" apareceu neste lugar aos Pastorinhos. Cantemos, no hino do centenário, a maternidade de Maria que nos faz experimentar o amor e a proximidade de Deus:
Ave o clemens, Ave o pia
Salve Regina Rosarii Fatimae!
Ave o dulcis Virgo Maria.
Santuário de Fátima, 13 de maio de 2012
Comissão Organizadora do Centenário das Aparições de Fátima
Símbolo oficial do Centenário das Aparições de Fátima
Memória descritiva
Imagem do amor incondicional, o Coração de Maria está configurado de forma plena com o Coração de Deus. O Símbolo do Centenário das Aparições de Fátima, tomado a partir da escultura "No Coração de Maria", da autoria de Cristina Rocha Leiria, pretende recordar a todos que é possível encontrar em Maria a imagem do amor misericordioso de Deus por toda a humanidade.
Assim o experimentaram Francisco, Jacinta e Lúcia e assim o pode experimentar cada peregrino da Senhora do Rosário, colocando-se diante do coração e vendo a sua face dentro desse símbolo universalmente lido como imagem do Amor.
Ao entrarmos no Coração de Maria, temos a certeza de chegarmos a Deus, como lembra o lema escolhido para celebrar o Centenário das Aparições de Fátima: «O meu Coração Imaculado conduzir-vos-á até Deus» (Memórias da Irmã Lúcia).
Autoria: Cristina Rocha Leiria
Consultoria: Marco Daniel Duarte
Produção: Eva Santiago
Edição: Santuário de Fátima
Itinerário temático
Itinerário temático para o Centenário das Aparições de Fátima
«O meu Coração Imaculado conduzir-vos-á até Deus»
Em 28 de novembro de 2010, primeiro Domingo do Advento, o Santuário de Fátima iniciou uma nova etapa, que tem como meta o ano de 2017. Trata-se de um plano temático, com sete anos, para preparar e acompanhar a celebração do Centenário das Aparições de Fátima.
O plano aqui apresentado, que serve de base a este ciclo, foi elaborado por uma comissão teológica assim constituída: Virgílio Antunes, Vítor Coutinho, Ângela Coelho, Carlos Cabecinhas, Emanuel Silva, Jacinto Farias, João Duque, José Carlos Carvalho, Luciano Cristino.
Partiu-se das Memórias da Irmã Lúcia para elencar os diversos elementos deste itinerário de reflexão. Em cada um dos ciclos temáticos anuais faz-se uma alusão a uma das aparições, do Anjo e de Nossa Senhora, percorrendo, deste modo, os acontecimentos históricos de Fátima. Com base nos textos testemunhais e em diversos aprofundamentos teológicos, procurou-se identificar as ideias fundamentais da mensagem de Fátima, encontrando para cada um dos sete ciclos anuais um conjunto diversificado de propostas, capazes de a apresentar e iluminar: adotou-se uma frase inspiradora da qual se formulou um tema geral para cada ano; definiu-se um núcleo teológico, um elemento catequético e uma atitude crente a desenvolver. De modo a criar uma correspondência com os meses principais de peregrinação, de maio a outubro, desdobrou-se cada tema geral em seis unidades temáticas, propondo para cada uma delas diversos conteúdos específicos.
Este itinerário liga os temas significativos da mensagem de Fátima num fio condutor, de modo a salientar as ideias unificadoras entre eles, a distinguir os aspetos centrais dos mais secundários, a encontrar uma perspetiva de abordagem e chaves de leitura. Houve a preocupação de integrar neste plano os conteúdos teológicos da mensagem de Fátima e as expressões concretas da sua espiritualidade que podem ser incluídos nas diversas propostas pastorais: a adoração à Santíssima Trindade, a centralidade eucarística, o apelo à conversão, a penitência como caminho de conversão, a dimensão mariana da fé católica, a oração pela conversão dos pecadores, pelo Papa e pela paz no mundo, a reparação dos corações de Jesus e de Maria, a solidariedade fraterna.
Todos estes elementos oferecem perspetivas de aprofundamento da mensagem de Fátima, proporcionando um enquadramento teológico para as práticas devocionais características da espiritualidade fatimita: a oração do rosário, a adoração eucarística, as práticas devocionais dos primeiros sábados, a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Constituem, por isso, uma orientação para suporte temático das celebrações litúrgicas, da catequese, dos atos espirituais e devocionais, das ações de estudo e de reflexão.
ANO SANTO DA MISERICÓRDIA
No próximo dia 8 de dezembro, festividade da Imaculada Conceição, o Papa Francisco abrirá a Porta Santa na Basílica de São Pedro de Roma, ao mesmo tempo em que serão abertas as portas santas de todas as dioceses do mundo, para que todos possam viver o Jubileu. O Ano Santo da Misericórdia.
Apresentamos, a seguir, 10 perguntas essenciais sobre como viver o Ano Santo, de acordo com a bula papal "Misericordiae vultus", com a qual o Papa convocou este jubileu.
1. O que é um Ano Santo ou Jubileu Extraordinário?
Na tradição católica, o Jubileu é o ano que a Igreja proclama para que as pessoas se convertam em seu interior e se reconciliem com Deus, por meio da penitência, da oração, da caridade, dos sacramentos e da peregrinação, "porque a vida é uma peregrinação e o homem é um peregrino" (MV 14). Em todos os anos santos é possível ganhar indulgências, graças especiais que a Igreja concede e que podem ser aplicadas à remissão dos próprios pecados e suas penas, ou também aos defuntos que estão no purgatório. O lema deste Ano Santo é "Misericordiosos como o Pai", e a principal intercessora do Jubileu é Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe de misericórdia. A cada 25 anos, a Igreja celebra um Ano Santo Ordinário. O próximo será em 2025. Fora dos anos santos ordinários, a celebração do Ano Santo é "extraordinária".
2. Por que este Ano Santo é o da misericórdia?
O Papa quis que o tema fosse a misericórdia para nos unir mais ao rosto de Cristo, no qual se reflete a misericórdia do Pai, que é "rico em misericórdia" (MV 1). A misericórdia é superior à justiça. Deus é justo, mas vai muito além da justiça, com sua misericórdia e seu perdão. E é isso que podemos vivenciar neste Ano Santo.
3. Quando começa e quando termina este Ano Santo?
O Ano Santo começa no dia 8 de dezembro de 2015, com a celebração dos 50 anos do final do Concílio Vaticano II, e termina na festa de Cristo Rei, em 20 de novembro de 2016, o último dia do ano litúrgico.
4. O que o Papa pede que façamos?
O Papa Francisco insiste na iniciativa "24 horas para o Senhor, que desejo que seja celebrada em toda a Igreja", entre a sexta-feira e o sábado antes do 4º domingo da Quaresma, porque "é expressão desta necessidade da oração". Além disso, ele aconselha que pratiquemos as obras de misericórdia, além de viver intensamente a oração, o jejum e a caridade na Quaresma (MV 17); também recomenda que nos confessemos, para poder receber melhor as graças do ano jubilar. E que cada um realize uma peregrinação, de acordo com suas capacidades, para atravessar a Porta Santa.
5. É preciso ir a Roma para atravessar a Porta Santa e ganhar indulgências?
Não. Você pode ir à catedral da sua diocese ou às igrejas e basílicas destinadas a isso. Em cada diocese haverá uma Porta Santa e, cruzando-a, você ganhará as indulgências do Ano Santo (quando a peregrinação for acompanhada de confissão, comunhão no dia da peregrinação, um ato de fé - recitação do Credo - e uma oração pelo Papa).
6. O que são as obras de misericórdia?
Existem 14 obras de misericórdia, 7 espirituais e 7 corporais.
Obras de misericórdia corporais:
- Dar de comer a quem tem fome;
- Dar de beber a quem tem sede;
- Vestir os nus;
- Visitar os doentes;
- Visitar os presos;
- Acolher os peregrinos;
- Enterrar os mortos.
Obras de misericórdia espirituais:
- Dar bom conselho;
- Corrigir os que erram;
- Ensinar os ignorantes;
- Suportar com paciência as fraquezas do próximo;
- Consolar os aflitos;
- Perdoar os que nos ofenderam;
- Rezar pelos vivos e pelos mortos.
7. O que são e o que fazem os "missionários da misericórdia"?
O Papa Francisco anunciou que enviará padres em todas as dioceses, chamados "missionários da misericórdia", os quais poderão celebrar missões pregadas nas paróquias e despertar o chamado à misericórdia. Além disso, poderão perdoar pecados muito grandes, como crimes mafiosos, assassinatos cometidos para enriquecer, bem como o gravíssimo pecado da corrupção.
8. É necessário se confessar no Ano Santo?
Durante o Ano Santo, a reconciliação com Deus é vivida especialmente através do sacramento da confissão, muito unido ao da Eucaristia. É aconselhável confessar-se várias vezes ao longo do Jubileu, para experimentar mais profundamente a misericórdia de Deus.
9. Qual é a importância do Ano Santo no pontificado de Francisco?
O centro do pontificado do Papa Francisco é a misericórdia de Deus e, portanto, este ano jubilar é um dos pontos altos do seu pontificado.
10. O Ano Santo é importante para outras religiões?
A misericórdia "ultrapassa os confins da terra" (MV 23); ela nos relaciona com o judaísmo, como se vê no Antigo Testamento, em que a misericórdia de Deus é evidente; também os relaciona com o islamismo, que atribui ao Criador os nomes de "misericordioso" e "clemente". O Papa Francisco pede o diálogo com todas as "nobres tradições religiosas" do mundo.




